LIBERDADE!!!

Tem algo que está me incomodando em relação à algumas mulheres que estão adicionadas no meu face.
Essas que acham que entendem de tudo, e que se acham inteligentes e corretas ao defender que lugar de mulher, é esquentando a barriga no fogão, e esfriando no tanque, passando o dia correndo pra lá e pra cá atrás de crianças, e esperando o maridinho, toda feliz no final do dia, para ajoelhar e tirar os sapatos dele.
Elas se autodenominam cristãs e conservadoras, e defendem a união da família. Nada contra. Mas, elas acham que mulher que opta por trabalhar fora, ou como dizem por aí, tem “jornada dupla”, não tem o direito de reclamar se o marido, que é o “provedor”, não ajuda nas tarefas domésticas.
Oh, coitadinhos, eles chegam cansados…
O que é isso boneca?
Não é bem por aí não…
Então, não podemos lutar por nossos direitos, e um lugar, em pé de igualdade com os homens?
Gostaria realmente, de falar para mulheres que pensam assim, que parece assustador falar isso, mas a maioria das mulheres que conheço, já trabalham há muito tempo, e ganham o seu próprio salário. Elas fazem faculdade, batalham, e se capacitam, justamente para se manter, e ganhar espaço numa sociedade machista, oligárquica e opressora. Inclusive, essas mulheres, conquistaram o direito de votar, governam países, comandam super empresas, estão inseridas no mercado de trabalho, assim como os homens, criam filhos sozinhas, e se viram em dez, para ter dignidade e reconhecimento.
Talvez se elas tivessem querido estudar, ter uma profissão, o seu próprio espaço, então veriam, que poderiam ter o mesmo direito que eu, e essas outras mulheres tem, de ser alguém na vida. E que ao ganhar o seu primeiro salário sinta-se realizada e vitoriosa, porque não há nada mais gratificante do que ser dona do seu próprio dinheiro.
Com ou sem marido!
Tomara, que estas pessoas ao encontrarem um amor verdadeiro, este mesmo, seja companheiro suficiente para fazê-las mulheres felizes e realizadas, que as aceite pelo que elas são, e não pelo o que têm, ou defendem.
Machismo é coisa feia!
Feminismo é coisa feia!
Lutar pelo que se quer é um direito de todos.
Sabe como se chama isso?
LI-BER-DA-DE!!!

Miss Santos
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TRINTA

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TRINTA HOMENS
Texto de Luara Colpa
Brasileira, 28 anos.

Trinta
Vinte e nove
Vinte e oito
Vinte e sete
Vinte e seis
Vinte e cinco
Vinte e quatro
Vinte e três
Vinte e dois
Vinte e um
Vinte
Dezenove
Dezoito
Dezessete
Dezesseis
Quinze
Quatorze
Treze
Doze
Onze
Dez
Nove
Oito
Sete
Seis
Cinco
Quatro
Três
Dois
Um
Nenhum…
Eu tiraria todos, um por um de cima de você neste momento, irmã. Eu limparia seu corpo, tiraria o som dos seus ouvidos, o cheiro deste lugar, as lembranças. Se o tempo voltasse, eu os impediria de terem saído de casa. Todos eles. Eu desligaria os celulares, os computadores, tiraria baterias dos carros, dos ônibus. Eu faria feitiço, veneno, poção, dor de barriga para todos.
Trinta.
Eu te levantaria daí e te levaria pra ver o pôr do Sol no Arpoador, se o mundo girasse ao contrário… Mas o mundo não gira.
Foram Trinta.
Um ex-companheiro, e vinte e nove “amigos”.
Nenhum deles se compadeceu. Vinte e nove seres humanos toparam se unir a um criminoso. Trinta. Trinta e um agora compartilharam. Trinta e dois riram. Trinta e três justificaram. Trinta e quatro se excitaram, trinta e cinco procuram o vídeo neste momento. Agora o número se torna uma projeção geométrica. A misoginia aparenta infinita, o ódio e o machismo aparentam grandiosos demais. A primeira reação do público masculino em geral é ver o vídeo. No entanto, quando pensei que fôssemos só nós duas, olhei para o lado e vi três, quatro, cinco. Chegaram seis, sete, oito, trinta. Em segundos fomos noventa, cem, mil, somos milhares por você. Aquele som, aquele cheiro… Queremos que sua memória apague, mana!
E que o mundo nos ouça:
“A CULPA NUNCA É DA VITIMA!” Que ecoe! Que ecoe!
Daqui vocês não passam. Não passarão. Que cada uma de nós seja porta voz do ocorrido. Se a grande mídia não denuncia a violência contra a mulher periférica, que nossas mãos sejam denúncia. Na violência contra a mulher, todas metemos a colher.
DENUNCIE. No site do Ministério Público, Polícia Federal, e disque 180. Mexeu com uma, mexeu com todas.

……………………………………………

Por Miss Santos

Que esse texto, não seja apenas lido, que ele seja entendido, absorvido, e que o mundo entenda o nivel de crueldade a que chegamos, e que todos tenhamos forças para lutar contra essa crueldade, não só hoje, não só por este ocorrido, mas que também lutemos todos os dias, por essa causa, e por todas as outras injustiças que passam diante dos nossos olhos, todos os dias!
(…) Quando o rapaz, compartilha com os amigos, as fotos ou um vídeo da “novinha” da sua cidade, que vazou, ele está sendo conivente com uma cultura velada, chamada de cultura do estupro. Quem vê e compartilha a foto, seja homem ou mulher, também é conivente.
“Culpar a vítima, é uma forma de camuflar o ato do agressor, e é consequentemente uma das formas de se sustentar e perpetuar esta cultura.
Alguns dos resquícios desta cultura, é sentir medo de estar só, na presença de vários homens, mesmo que isto não pareça oferecer perigo; ou quando seu colega te leva metade do caminho, ou espera o ônibus pra vc não ter que andar sozinha pelas ruas escuras, à noite.
Queria lembrar, que a cultura do estupro começa quando a mulher fala NÃO, e o cara insiste, porque para ele, quando a “mulher diz não, no fundo, ela quer dizer, sim”.
A cultura do estupro vai do ato de estuprar, à banalização, e até as coisas mais básicas, como fazer piada.
Fico revoltada quando escuto que mulher nenhuma é estuprada quando fica em casa (sendo que a maioria dos casos acontece dentro de casa…)
Psiu…
(…porque às vezes, a mãe sabe, mas não faz nada…)
A cultura do estupro é real!
Embora muitos achem bobagem…
Ou as pessoas acham normal, um caso de estupro a cada 11 minutos?
É preciso a punição dos criminosos, o fim da impunidade, e cerceamento ao debate sobre o assunto, gênero que contribui para esta barbárie machista.
Somos mulheres num país patriarcal e oligárquico.
Meus Deus…

Ida Santos

 

Falta pouco…

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…O ano está terminando e tudo o que eu consigo pensar hoje, é em fazer uma avaliação de tudo o que se passou em minha vida nesse ano…

Ano difícil…

Ano que não acaba…

Falta pouco…

Felizmente, agora no final, tenho algo positivo, realmente bom, e por este motivo, estou terminando o ano relativamente feliz… Portanto, a coisa não vai de todo mal.

O começo foi doloroso… literalmente! Mas agora passou.

Tenho Artrite, e sofri uma crise muito severa ao longo de todo o ano, que só cedeu há poucas semanas. Sofri muitas dores. Não conseguia me mexer, não conseguia calçar sapatos, perdi meus cabelos, e emagreci forçosamente. Achei que não ia passar…

O mais difícil não é só a dor, mas a descrença da maioria das pessoas. Isso causa mais dor.

Cansei de ouvir: “Difícil imaginar você com toda esta dor. Parece tão cheia de saúde e disposta.” Esta frase, eu ouvi durante a maior parte da minha vida, por pessoas que não me conheciam, ou mesmo as que me conheciam e não acreditavam que a dor que eu sentia era verídica. Até eu, cheguei a duvidar da doença que tinha, de tantos questionamentos que haviam. Eu pensava: “Que se danem!” Me afastei de todos! Nunca consegui me acostumar com isto. Desde os 13 anos, e nunca me acostumei. Tive uma trégua durante alguns anos, mas um dia ela voltou do nada, e não foi mais embora. Já fazem quinze anos…

Isto é horrível! Não é uma doença que mata, mas é tirana, é dor…

A dor é uma coisa estranha. Não sei definir… Pode ser por um motivo idiota. Uma topada, uma dor de barriga, que você até suporta, porque ela vai passar, e com certeza não voltará. Ou pode ser crônica, como a da artrite. Sim, uma dor insuportavelmente crônica, uma companheira indesejada, maldita, uma visita estranha que chega e não vai mais embora, se instala, se espalha no seu sofá, toma posse de tudo, inclusive de você, do seu corpo, da sua vida, e da sua alma. Você a manda embora, chora, grita, sufoca, se encolhe e reza, reza, e reza… mas ela não está nem aí, porque a dor crônica é uma visita permanente, efetiva, torna-se moradora. E daí se você não a deseja na sua vida? Dane-se! É lá que ela quer ficar. A dor chega, e BANG! Aí está ela, instalada em você. É real! Palpável! Meu Deus, como ela é palpável… Aos olhos dos outros, parece que você está de bobeira. Meio idiota… mas de repente… Não é nada disso… Você está sofrendo, com a mente conturbada, os sentidos entorpecidos, porque uma hora os remédios fazem efeito… Não há cura para a dor, a menos que você conheça alguém capaz de entender seus sentimentos, e saiba como ajudar. A dor é um monstro devorador de almas… Destrói você, e quem está perto… Ela me assombrou durante anos, mas agora me deu uma trégua. Graças a Deus! Lutei muito para que isso acontecesse, ainda bem, porque não aguentava mais aquilo. Tive sorte, porque encontrei médicos dedicados e humanos. Eles cuidam de mim. Me fizeram sorrir novamente, me devolveram a minha vida, e eu os amo por isso. Eu deixo todo mundo, menos meus médicos! Rsrsrs

Ao longo de todo esse processo doloroso, aprendi muita coisa, inclusive a perdoar e esquecer.

Hoje, com quarenta e quatro anos, sinto que me tornei outra pessoa. Eu era uma menina meiga, sonhadora, que acreditava na vida, e queria conquistar o mundo. Hoje sou uma mulher que não tem mais nem metade desses sonhos. Não porque eu tenha deixado de acreditar neles, mas porque a vida me direcionou para outras paragens. A doença tirou tudo de mim. A cada crise, eu vejo ir embora um pouco daquela menina… uma pena. Ela era legal… Toda vez que eu faço planos, ela, a maldita dor chega e estraga tudo. Não posso controlar isso. É realmente a única coisa que não consigo controlar em minha vida. Sei o tamanho do monstro que enfrento. Esse monstro ainda me ronda, mas farei de tudo para que ele não se aproxime mais de mim. Vou matá-lo! Já decidi!

Não sou de ficar me lamentando por bobagens, mas hoje me deu vontade de falar sobre isso. Acho que é como se eu estivesse exorcizando todo esse ano difícil… Quase nunca falo, e as pessoas não sabem que sofro com isso. Geralmente guardo, porque não quero que sintam pena, ou achem que sou chorona.

Mas chega de lamentações!

Hoje, vivo um dia de cada vez, porque amanhã posso não conseguir digitar um texto deste tamanho, sem chorar. Então aproveito cada segundo sem dor. É muito bom!

… Sentir nada, é muito bom…

Dane-se a dor!

Que 2016 seja bem diferente!

Felicidades a todos nós!

Ainda dá tempo…

“Se você puser uma rã numa panela, enchê-la com água e colocá-la no fogo, vai perceber uma coisa interessante: O sapo se ajusta à temperatura da água, permanece lá dentro e continua se ajustando quanto maior for o calor. Quando a água está perto do ponto de fervura, a rã tenta saltar para fora mas já não consegue, porque está muito cansada, devido a tantos ajustes que teve que fazer, e então, morre. Alguns diriam que o que matou a rã foi a água fervendo… Não, o que a matou, na verdade, foi a incapacidade de decidir quando pular fora. Então pare de se ajustar a pessoas erradas, relacionamentos abusivos, amizades parasíticas, trabalhos fim-de-carreira e tantas situações que vivem te “esquentando”. Quando você já fez tudo o que pode, e ainda tem que viver fazendo mais, você corre o risco de morrer tentando, e não alcançar nada. Saia fora disso. Comece outra coisa. Em outro lugar. Com outra pessoa. Enquanto ainda dá tempo”.

Gilmour Ramos

Existe no ɑr, umɑ hipocrisiɑ sociɑl que ɑcɑbɑ sufocɑndo ɑ fé que o indivíduo tem em si mesmo.
O que fundɑmentɑ isso?
O preconceito, o egoísmo, ɑ gɑnânciɑ, e ɑ discriminɑção de tudo o que foge ɑo “pɑdrão”. Afinɑl, é tão mɑis fácil estimulɑr umɑ mɑssɑ previsível de pessoɑs, do que um pequeno grupo, com opiniões críticɑs e criɑtivɑs.
Está nɑ horɑ de ɑcɑbɑr com essɑ hipocrisiɑ velɑdɑ e sufocɑnte destɑ sociedɑde pequeno-burguesɑ, que infelizmente, é quem impulsionɑ ɑ máquinɑ urbɑnɑ sociɑl.
Existe umɑ verdɑde ɑbsolutɑ que gritɑ dentro de mim:
Não há felicidɑde plenɑ sem liberdɑde!
Devemos viver com ɑutenticidɑde, sem subterfúgios… Umɑ vidɑ com originɑlidɑde, é muito mɑis dignɑ, bonitɑ, leve e produtivɑ, do que umɑ sobrevidɑ ɑtrelɑdɑ à dogmɑs e repetições mɑçɑntes e cotidiɑnɑmente medíocres.

Miss Sɑntos